Título: Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados

Nota: ⭐⭐⭐⭐

Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados é um desses livros de fantasia encantador, daqueles que te faz desejar ver tudo o que os personagens estão vendo. É um mundo de cidades inimagináveis e de sentimentos humanos; de dor, de revolta, de injustiça e egoísmo.

Tem coisa mais humana que isso? Provavelmente, só as memórias. Memória é uma coisa que forma tudo o que nós somo enquanto humanos; e este livro é principalmente sobre memórias.

Mais do que isso, é um livro sobre as consequências que cada decisão sua possui e de como isso pode moldar não só o seu futuro, mas também o de outras pessoas. E esses são apenas alguns dos pontos que tornou essa leitura tão surpreendente para mim.

Quer descobrir como a obra da Ana Cristina Rodrigues pode encantar você também? Continue me acompanhando nessa resenha e não esquece de me dizer o que achou do livro, caso já tenha lido. 💙

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3 personagens, uma história

A história começa em um deserto desolado, com 3 figuras confusas que não se conhecem muito bem e não conhecem uns aos outros. Mas esse não é um deserto normal, e logo os personagens são guiados pra uma viagem em que o destino final é o encontro com seus passados.

É impressionante como a autora conseguiu traçar 3 personagens tão diferentes, mas que ainda assim se entrelaçam. No início, nossa experiência com a história é tão confusa quanto a mente dos personagens.

Eles não fazem ideia do que estão fazendo ali, naquele deserto inócuo, e nem o que precisam fazer para sair. Esse é um trajeto que fazemos junto com eles, e cada descoberta é feita concomitantemente, como se todos nós fossemos participantes da mesma jornada.

Afinal, o que uma menina sem memória, um homem-morcego e um andróide possuem em comum? Por que eles, especificamente, foram deixados nesse deserto e o que precisam fazer para sair dele?

Nem me sinto a vontade em falar muito mais sobre a história, porque foi a surpresa que tornou essa leitura tão interessante para mim. Mas, o que posso dizer para você já de antemão, é que há muitas reviravoltas e mistérios até que você chegue ao fim do livro.

Qual o preço de um ideal?

O ponto forte da narrativa com certeza está nas personagens. Cada uma delas tem um papel crucial na história (seja no passado, seja no hoje), e isso torna todo o enredo muito mais complexo do que inicialmente parece. Além disso, as personagens são marcados com personalidades fortes, prontas para fazer qualquer coisa por aquilo que acreditam.

Isso traz discussões interessantes para a narrativa. Afinal, o quão longe é aceitável ir em prol de uma crença? Mais do que isso: você estaria pronto a sacrificar centenas de vidas por uma crença? Isso é moralmente aceitável?

Essas discussões aparecem aqui e ali no livro, ainda que não seja o objetivo principal da história levantar esses questionamentos. No fim, Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados une em uma única história personagens extremamente apaixonados que pagaram um preço por isso.

O destaque fica para a personagem feminina do livro, uma garota forte e cheia de força de vontade. Às vezes, você vai questionar as decisões que ela tomou ao longo da própria história, mas é impossível duvidar da veracidade dos ideais que ela carrega. Ela realmente acredita na própria luta, e na própria força de tornar tudo possível, e isso é lindo de ver em uma garota tão jovem.

Um mundo de Lugares Imaginados

A autora criou cidades e civilizações inteiras incríveis e é impossível não ter o sentimento de quero-mais. Tudo o que eu queria era ter um pouco mais de cada um desses cenários, o que mostra como a autora foi criativa quando criou uma cidade inteira que era uma biblioteca, por exemplo.

Porém, como uma leitora apaixonada pela imersão em cenários fantásticos, uma das coisas que menos me agradou na história foi a forma como os cenários são pouco descritos. Se, por um lado, isso torna a narrativa mais ágil, por outro, tira um pouco da experiência do leitor de entrar de cabeça nesse mundo mágico de Lugares Imaginados.

Outro pequeno problema está na edição do texto. Em alguns momentos, a forma como as cenas são descritas trazem confusão para o leitor, que não sabe muito bem qual personagem está falando ou qual deles está tomando a ação.

Não é nenhum problema grave, mas me vi voltando alguns trechos do livro por não entender muito bem o que tinha acontecido na cena. Uma edição do texto mais cuidadosa teria solucionado isso facilmente.

O fato é que isso não apaga o brilhantismo da autora e nem afasta o leitor dos mistérios que cercam a história. Com certeza, recomendo o livro para qualquer um que estiver procurando um bom livro de fantasia e aventura. 💙

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