Autor: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
04 estrelas (de 05)
Skoob

Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

 A história é contada pela Mia, uma garota de 17 anos que vive com seus pais e um irmão mais novo muito diferentes dela. Loga nas primeiras linhas, notamos que a família de Mia é um pouco diferente dela, seu pai,  ex-membro de uma banda de rock, hoje é professor do ensino médio, e sua mãe, que o seguia – com a Mia em seus braços – hoje trabalha como corretora, super liberais e bem diferentes do que podemos chamar de clássicos. Não seria de se admirar que Mia e seu irmão mais novo também seguissem o estilo dos pais e se apaixonasse pelo rock, contudo, diferente do esperado, Mia se encanta por música clássica e encontra sua verdadeira paixão no violoncelo, o que faz com que Adam – o garoto popular e vocalista de uma banda de rock quase famosa – se encante por ela.

 Até todo esse momento da história vivemos um conto doce e divertido que logo se transformará.

 Em um passeio não programado, Mia e sua família sofrem um grave e inesperado acidente numa estrada coberta de neve, o que  decretou o fim da vida de todos eles, ou quase isso. Mia, confusa com os acontecimentos, pode ver e ouvir mas não pode sentir ou se comunicar com as outras pessoas e vê como esse trágico acidente mudou sua vida, ela está em coma e seus pais e seu irmãozinho estão mortos.

 Presa em seu novo corpo inanimado, Mia deve escolher entre viver e morrer mesmo sabendo das consequências de ambos, mesmo sabendo que escolher a vida é estar sem as pessoas que mais ama. Todo o livro será baseada neste período em eu Mia se encontra hospitalizada buscando respostas para decidir o que quer fazer, a história será baseada em flash backs onde conheceremos cada personagem e a força de suas ligações.

 Apesar da história incrível e emocionante, a perda exageradamente rápida de personagens que deviam antes criar uma linha de afeição com o leitor acaba deixando a leitura menos intima e por mais que acompanhemos a história, e nos sensibilizemos  com a personagem, não fazemos parte daquela dor ou escolha. A experiência foi igual para mim tanto na leitura quanto assistindo ao filme, o que faz parecer que o acidente aconteceu ainda mais rápido, não chegando nem a 15min do longa.

 A edição do livro ficou perfeita e a nova capa com base em cenas do filme ficou tão boita quanto a original. É um livro que eu recomendaria para quem procura um pouco mais de emoção e sentimento nas suas leituras e estou ansiosa para dar continuidade com o próximo livro.

 Topam uma batalha de capas?
Deixe nos comentários sua opinião, de qual gostou mais? Já leu o livro?

 Beijos, Milla Almeida.

5 comentários em “Resenha | Se eu ficar (Gayle Forman)

  1. Respondendo a pergunta, gosto mais da capa do filme. Adorei a edição que fizeram com as fotos, achei que chamou muito mais a atenção do que a capa anterior.
    Eu assisti ao filme nos cinemas e estava adorando até chegar ao final (que eu realmente não gostei, pois é), mas quem sabe eu tente ler o livro. Ele é muito diferente do filme ou a adaptação foi fiel?
    Adorei sua resenha!
    Beijos,
    http://livrodeunicornios.blogspot.com/

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  2. Oi Milla!
    Então, eu costumo não gostar de capas de livros com pôster do filme, mas Se eu Ficar é uma das exceções agradáveis. Acho a primeira capa linda, mas muito simples. Falta um 'que' nela, não sei explicar. A do filme é mais atrativa.
    Quanto ao livro, eu perdi um pouco da curiosidade depois de pegar o spoiler do final. Esperava muuuuito mais, de verdade. E seu ponto sobre a rapidez dos acontecimentos me deixou com outro pé atrás. Talvez eu venha a ler, mas não vai ser uma prioridade.
    Adorei a resenha, ótimo texto! *—*

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    http://blogsomaisum.blogspot.com.br/

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  3. Você descreveu muito bem o que eu senti com o livro. Eu não conseguia me sensibilizar com a história de Mia, e achei até, que o problema estava comigo, mas como você disse, tudo acontece muito rápido, e algumas partes ficam até muito vazias. Eu confesso que até preferi o filme do que o livro, achei que trouxe um pouquinho, mas só um pouquinho mais de emoção do que o livro. Sobre as capas, preferi a do filme, porque dá mais ênfase pra ele.
    Beijos

    http://desfocandoideias.blogspot.com

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