Saudações!
                Prontos pra resenha da semana? Confiram o que achei do drama vivenciado por Pat, personagem escrito pelo Matthew Quick! Perdoem pela resenha não muito bem escrita… Não saiu nada melhor que isso, hahaha. 
O Lado Bom da VidaAutor: Matthew Quick
Editora Intrínseca
254 páginas

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

Após o sucesso do filme homônimo, é impossível não pegar O Lado bom da Vida com um quê infinito de expectativas.  Como leitora de primeira viagem – lê-se aqui o fato de eu não ter visto o filme ou lido a sinopse -, creio que isso contribuiu ainda mais para que eu me surpreendesse positivamente com a obra, apesar dos seus pequenos pesares. Verdade seja dita, Pat Peoples é o personagem problemático mais lindo e fofo da história, hahaha.

“…a maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das coisas, embora a luz por trás das nuvens seja uma prova quase diária de que ele existe.”

                Matthew Quick nos guia por uma narrativa em primeira pessoa, tendo como foco a vida de um homem que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica sem, no entanto, saber o porquê de exatamente estar se tratando. Na verdade, depois de sair do que ele chama de “Lugar ruim”, seu único objetivo de vida é reatar com sua ex-esposa Nikki; e, para isso, ele passa por um tipo de transformação enquanto tenta se aperfeiçoar o máximo possível, tanto por dentro como por fora. O que ele não consegue entender é o porquê de seus familiares continuarem a dizer para ele parar de pensar na Nikki e agirem de forma tão estranha perto dele, como se não pudessem deixar escapar algumas informações. Dentro desse contexto que envolve desde brigas entre seus pais e problemas em recuperar sua memória, aparece na vida de Pat alguém que promete mudar o rumo de toda sua história: Tiffany.

“Você precisa saber que são suas ações que fazem de você uma boa pessoa, não sua vontade.”
Mais do que uma história mostrando a confusão mental que Pat está vivendo, O Lado bom da Vida é um livro que nos apresenta sua esperança (e desejo ferrenho) de ter um final feliz, assim como sua superação diária de pequenos problemas e a construção de uma nova vida nesse mundo que passou a ser estranho para a personagem. Muitas vezes, o protagonista mostrou-se infantil ou muito inocente, como se tivesse perdido parte de sua experiência adulta durante o período em que esteve em tratamento no “lugar ruim”. Isso, de alguma forma, ajudou a tornar o Pat um protagonista ainda mais bonito de ser lido. Porém, temos ai um problema. A beleza ingênua do que Pat costuma dizer no inicio do livro, acaba tornando-se cansativa quando chegamos ao meio do mesmo; o que não prejudicou a leitura, só pode tirar a paciência de alguns leitores.
É interessante analisar as relações de Pat com todas as outras personagens do livro. Longe de ter um tom melancólico por causa da “doença” do protagonista, o livro mantêm-se num ritmo bem agradável, enquanto vemos Pat refazer amizades. Entre estas últimas, temos o relacionamento dele com a (esquisita) Tiffany, que passa distante do clichê e mostra um tipo de amizade verdadeira que acontece de um modo diferente do que estamos acostumados.

A vida é escrota, aleatória e arbitrária, até que se encontre alguém que faça tudo isso fazer sentido, mesmo que apenas temporariamente.”

O Lado bom da Vida é um livro que te faz rir  e torcer pelo protagonista do inicio ao fim. Com um toque de ingenuidade e expectativas, o autor nos guia por uma história misteriosa (para quem não viu o filme) de redescobrimento por parte de Pat. Essa é uma das obras que eu não sei bem em que gênero classificar, mas creio que o mais adequado é dizer que ela é um livro que fala de amor, amizade e esperança, num mundo em que nos ensinam que finais nem sempre podem ser felizes.  Pat é um dos que lutam contra essa ideia, e prova, no final de tudo, que a vida tem sempre um lado bom.
Nota: 9.0

18 comentários em “Resenha | O Lado bom da vida (Matthew Quick)

  1. Estou doida para ler este livro e me recuso a ver o filme antes. Claro que não conseguirei distanciar o Pat do Bradley Cooper, mas isto não é exatamente um problema! rs
    Também não saberia classificar o livro e nem acho necessário. É uma história que mistura um pouco de tudo, tem drama, tem humor, tem amizade e amor, tem superação, autoconhecimento, e por aí vai.
    Não tem como deixar passar uma leitura desta. Tenho pra mim que este é o tipo do livro que oferece boas reflexões e gosto disto.
    bjs

    Curtir

  2. “acaba tornando-se cansativa quando chegamos ao meio do mesmo” eu de fato achei bem cansativo.
    Pat me irritou muito, muito, prefiro o Pat do filme.
    E a Tifany do filme, adoro a do filme, a do livro chata e chata.

    Curtir

  3. Ainda não li, nem assisti o filme. Tenho lido apenas resenhas sobre ele. A quase totalidade delas são positivas. Mesmo sabendo que é muito difícil achar pessoas “Alice” no mundo, não tem como não torcer por uma personagem que sempre tenta ver o lado bom das coisas, e o Pat me parece ser uma dessas personagens.
    Super curioso pra ler e assistir.

    @_Dom_Dom

    Curtir

  4. Ai, adorei essa resenha. Estou muito ansioso para ler esse livro, meu irmão precisa me emprestar…
    rsrsrsrs

    Olha, como eu gosto desse tema de problemas psicológicos, eu com certeza vou gostar bastante deste livro.

    Parabéns e veja bem: NÃO FICOU RUIM A SUA RESENHA, VOCÊ É MUITO MODESTA.

    rsrsrsrsrsrs

    Beijos!!!

    Curtir

  5. Eu curti bastante o livro..
    mas acho q vc ainda gostou mais q eu..
    o meu problema foi a “falta” de romance.. pq tem, mas o foco do livro é em outras coisas…
    Confesso q a neura dele com a Nikki me dava nos nervos as vezes…

    Mas eu gostei do persongem e achei legal como ele se envolvia com os outros.. gostei d como ele via o lado bom das coisas e tetnava ser gentil..

    Acho a capa linda! chama bastante atençao!!

    bjs

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s