Charlotte StreetAutor: Danny Wallace
Ed. Novo Conceito
400 páginas
Sinopse:
Tudo começa com uma garota… (porque sim, sempre há uma garota…) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo… E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder… É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam…




Resenha:

          Primeiro, não espere um romance. Irreverente? Sim! Engraçado? Acho que muito, até! Mas romântico? Não sei. Não é um romance comum. Charlotte Street não se trata de relação homem-e-mulher, mas de… Acho que de amizade, em primeiro plano, e, depois, amor. Fiquei surpresa ao descobrir que o autor do livro escreveu também o livro no qual foi baseado o filme Sim, Senhor (Lembro dele só por causa do Jim Carrey).  Acho que Charlotte Street segue a mesma linha dessa obra anterior.
        Tudo começou num dia qualquer, em que o qualquer Jason Priestley (que é um freelancer ex-professor e ex-namorado, não um ator famoso que fez um famoso filme por ai) passava pela Charlotte Street. Foi quando um encontro inesperado – não um encontro qualquer, mas inesperado – fez com que sua vida mudasse. Uma garota um pouco desastrada tentava entrar no táxi; Jason, incomunmente, parou para ajudá-la. Sim, ele fez isso, mas não o confunda com uma pessoa que pratica boas ações…. Como já dito, ele era um qualquer, e qualquer’s não costumam fazer grandes coisas em seus dias. A garota pediu para ele segurar uma simples câmera descartável, e sorriu para ele. Lindo sorriso, pensou Jason. Mas ai o táxi partiu, junto com a garota… Que deixara para trás, não a lembrança de seu sorriso (apesar de ter realmente deixado), mas a câmera descartável.
       Engraçado como a vida de um homem pode mudar por causa de uma câmera descartável, que não custa nem 30 reais.
       O sorriso de uma estranha na Charlotte Street convence Jason que ele pode ser A Garota. Ou, pelo menos, é isso que seu amigo Dev – um nerd convicto – disse-o. A verdade é que Jason é simplesmente um ex-professor e um ex-namorado porque nunca conseguiu ser O professor e O namorado. Entende? Ele era um professor, e um namorado, que foi trocado por ser apenas “um”. Nada do que ele fez ele queria realmente fazer. Cometeu erros, e pagava por eles. E, agora, vendo sua ex-namorada seguir em frente e ficar noiva de um outro homem, ele se sente preso ao passado. Afinal, sua ex-namorada estava bem – melhor do que quando estava com ele -, e ele queria ter aquele sentimento de “também estou ganhando na vida”. Entretanto, mora num apartamento minúsculo, com seu melhor amigo Dev, em cima de uma loja meio-falida de jogos antigos – que todos pensam (que a loja) é um bordel. Mas, agora, havia a esperança de mudança: a garota da Charlotte Street poderia ser A Garota; e, por isso, revelou suas fotos e começou a buscar por ela. E ele estava realmente conseguindo, e seguindo pistas deixadas por fotos!
       Durante sua busca pela Garota, Jasen se envolve em muitas aventuras e situações, no mínimo, constrangedoras, tendo como companhia o inseparável Dev. (Certo, isso ficou com cara de descrição de filme da Sessão da Tarde).  O mais importante, no livro, certamente não é a procura de Jasen pela Garota da Charlotte Street, mas suas novas amizades conquistadas e fortalecidas por causa dessa busca quase infrutífera. Então, acho que a descrição correta para o livro não seria “Um romance irreverente e engraçado”, mas “Uma amostra de amizade irreverente, porém, real”.
       A leitura do livro é meio lenta. Talvez porque ele é contado em 1ª pessoa, o que ocasiona em menos diálogos; apesar de parecer que Jason está constantemente conversando com você (ou com ele mesmo, mas que diferença faz?). Porém, apesar da leitura ser lenta, isso não significa que o livro seja ruim! Além de te tirar diversas risadas, os personagens (ou a maioria destes) são bem cativantes. A pequena exceção é a ex-namorada de Jason, que é uma mulher idiota que adora repetir “ah, como você é infantil por fazer isso”, ou “Ah, que você tem que seguir em frente, eu já segui”. Será que ela não percebeu que é EXTREMAMENTE irritante? (Hahaha). Tirando isso, também não gostei do péssimo hábito do personagem principal de se martirizar tanto, pelo passado, pelo presente e pela sua falta de esperança no futuro.  Por isso mesmo, Charlotte Street não é um romance, mas um livro que lida com amizades e com amadurecimento pessoal.
       Sei que minha resenha já está muito grande, mas tem um tempinho à mais para mim? Para caso não tenha ficado claro, o livro é bom. Não marcante, ou perfeito, mas bom. Não se trata de um romance, mas, sim, de uma estória de amor e amizade. E não é isso que verdadeiramente importa?

Nota: 8.0
Ass.: Arine-san

P.S.: Parte da resenha foi escrita com a mesma narrativa encontrada no próprio livro. Ou pelo menos tentei fazer isso. Não saiu muito boa, mas me perdoem ;/

7 comentários em “[Resenha] Charlotte Street (Danny Wallace)

  1. Adorei a resenha. Eu imaginava que seria um livro bem fofinho, com uma história de amor que nos faz suspirar, tal qual Ana e o beijo Francês, vejo que me enganei, mas, ainda sim quero conferi-lo e rir com ele.

    Beijos

    Amigas entre Livros

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